Capoeira é a Distorção no Movimento da Parada!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Iúna Mandingueira

Na boca da mata eu tive uma visão.
Na boca da mata eu tive uma visão.
Cabloco sentia...
hum hum....
hu huuuum...
Na boca da mata eu tive uma visão.
Cabloco dizia: Pega o ladrão!
Cabloco dizia: É invasão!
Pega o ladrão!
Na boca da mata eu tive uma visão.
Iúna mandingueira,
não saia da sua tocaia.
Tu é guerreira!
Sua trincheira
é a samambaia.
Na boca da mata eu tive uma visão.
caboclo sentia...
hum hum...
Cabloco sentia
hum hum



Mestre Lua Rasta

domingo, 10 de maio de 2009

Mas o que que é Mandinga?

"Mandinga é tudo o que a Boca Come"

Graças à Deus, à Deusa

Meus Deuses e minhas deusas

E todos meus Orixás, santos e santas protetores/as

Meu Mestre Romeu e meu Mestrando Mancha são grandes mandingueiros no mundo da Capoeira

Salve Mestre Pastinha! Salve Mestre Bimba! Capoeira Sol Nascente!!!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A capoeiragem: de um Mestre e seu bando anunciador

Dia 15 de março estréia o documentário de Gabriela Barreto sobre os nossos velhos Mestres capoeiristas. O documentário será projetado no espaço do cine glauber Rocha às 21:00 horas na cidade de Salvador Bahia.
O documentário conta com o apoio do projeto Capoeira viva, patrocínio da Petrobrás e apoio do Ministério da cultura.


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Camafeu de Oxóssi

"Camafeu
Camafeu cadê você?
Estou em todo lugar!
Só vendendo bugigangas
no mercado popular!
Se o mercado está fechado
é no mar que eu vou pescar!

samba no mar"
Solista de berimbau, cantor. Ápio Patrocínio da Conceição, andarilho do Pelourinho, é um homem de sorte. Nasceu no dia 04 de outubro de 1915, no bairro do Gravatá, em Salvador e se criou no Pelourinho. Filho de Faustino José do Patrocínio e Maria Firmina da Conceição. Seu pai era mestre-pedreiro, descendente de africano. Conviveu com ele até os sete anos. Sua mãe veio de Camamu, era negociante de tabuleiro. Negociava frutas, doces, acarajé, tudo na Baixa dos Sapateiros. Sua mãe teve 16 filhos. Cada um de um pai. Como ficou órfão de pai aos sete anos, seu padrasto dava mais atenção ao Raimundo. Não suportando aquilo, resolveu sair de casa. De menino de rua que passou fome e perdeu toda a família, estudou na Escola de Aprendiz de Artífice, trabalhando na fundição, vendeu cordão de sapato (cadarço) na porta do Elevador Lacerda. Dali passou para o passeio do Mercado Modelo como engraxate, além de vender os jornais de modinha nas feiras de Água de Meninos, Dois de Julho e Sete Portas. Saiu de lá para ser marítimo e foi parar na Estiva - Companhia Docas da Bahia até se tornar proprietário da famosa barraca de São Jorge, no velho Mercado Modelo e de um restaurante de fama internacional.
A música entrou em sua vida desde garoto. Foi criado na roda de samba, tocando
berimbau, ensinando aos turistas como tocar o instrumento. Era um homem de muitas palavras, casos e lendas para contar. Chegou a ser diretor das escolas de samba Só Falta Você, Deixa Pra Lá, Gato Preto, onde aproveitava para cantar seus sambas. No Mercado Modelo ele começou a cantar música de capoeira e ijexá, tocando berimbau e atraindo a clientela. A partir daí começou a fazer sucesso. Na sua Barraca São Jorge, aberto em riso, cercado de objetos rituais de obis e orobôs, ele ensinava os mistérios da Bahia. Na década de 60, a Universidade Federal da Bahia criou o curso de língua ioruba e Camafeu foi um dos primeiros alunos. Foi convidado para ir à África, representando a Bahia no Primeiro Festival de Arte Negra do Senegal, junto com Pastinha e outras pessoas. Lá ele cantou em iorubá para Oxum e para Oxómi. Sobrinho de Mãe Aninha e filho-de-santo de Mãe Senhora, o obá de Xangó do terreiro Axé Opô Afonjá esbanjou alegria. Figura baiana conhecida em todo o Brasil, personagens de muitos livros de Jorge Amado (Tereza Batista, Dona Flor, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, entre outros) de quem era amigo particular. Seu nome está presente em dezenas de músicas: aquela que diz “Camafeu, cadê Maria de São Pedro”, gravada por Martinho da Vila, outra gravada por Maria Alcina e também o conjunto Os Originais do Samba gravou um samba em sua homenagem.
Uma história do povo de Camdomblé e de Salvador conta a origem de seu apelido: "Um camafeu era e ainda é uma jóia usada pelas senhoras da sociedade para prender a gola de seus vestidos. Geralmente esse broche tinha como principal atrativo uma figura em relevo do rosto de uma senhora ou do seu esposo. Havia um comerciante que se chamava Ápio, que era filho-de-santo do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, e era de Oxóssi, no sincretismo religioso o orixá da caça, da mata e da fartura. Era então conhecido como tal. Um dia passeando com amigos pelo Pelourinho, tropeçou e quando caiu viu um broche lindo, o tal camafeu. Gostou tanto que os amigos o apelidaram de Camafeu de Oxóssi e assim surgiu o nome do seu restaurante o bom e agradável Camafeu de Oxóssi, cozinha típica e internacional, hoje de outro comerciante, mas mantendo sempre a tradição baiana." Tocador de berimbau, batuqueiro, ex-presidente dos Filhos de Gandhi, Camafeu de Oxossi gravou dois discos, um deles Berimbaus da Bahia com os cantos de capoeira mais belos, alguns velhos do tempo da escravidão ou da Guerra do Paraguai: “Volta do mundo, ê!/volta do mungo, ah!/ Eu estava lá em casa/sem pensá, sem maginá/e viero me buscá/para ajudar a vencê/a guerra do Paraguá/camarado ê/camaradinho/camarado...”. Esses cantos estão cheios de lembranças da vida dos escravos: “No tempo em que eu tinha dinheiro, camarado ê, comia na mesa com ioiô, deitava na cama com iaiá... Depois que dinheiro acabou, mulher que chega prá lá, camarado. camaradinho ê....”. Contam da guerra, da escravidão, das lutas dos negros. Outros são improvisados no repente da brincadeira e, repetidos, permanecem e se tornam clássicos: “Bahia, minha Bahia,/Bahia do Salvador,/Quem não conhece capoeira/Não lhe pode dar valor//Todos podem aprender/General e até doutor”. Com o tempo, a voz rouca não cantava mais, porém se emprestava a histórias e nomes com quem conviveu numa cidade que não existe mais. “No mercado, em meio a seus orixás, aos colares e às figas, queimando o incenso purificador, rindo sua gargalhada, saudando São Jorge. Oxóssi, rei de Ketu, o grande caçador. Camafeu comanda a música, o canto e a dança. Um baiano dos mais autênticos, um dos guardiães da cultura popular. Homem que possui o saber do povo, um desses que preservam o passado e constróem o futuro”, segundo Jorge Amado no livro Bahia de Todos os Santos. E diz mais: “Compositor, mestre solista de berimbau, obá de Xangô, Osi Obá Aresá, filho de Oxóssi, preferido de Senhora, amigo de Menininha e de Olga de Alaketu, o riso cortando o rosto, dono da amizade. Em sua barraca, em prosa sem compromisso, numa conversa largada como só na Bahia ainda existe, sem horário e sem obrigações temáticas, podem ser vistos o pescador, a filha-de-santo, o pintor Carybé, o passista de afoxé, o Governador do Estado, o compositor Caymmi, a turista loira e esnobe, a mulata mais sestrosa e Pierre Verger, carregado de saber e de mistério. A barraca de Camafeu é ponto de reunião, é mesa de debates, é conservatório de música. Na cidade do Salvador a cultura nasce, se forma e se afirma em bem estranhos lugares, como por exemplo, uma barraca do mercado (...) lá se vai Camafeu pelos caminhos da Bahia, invencível com seu santo guerreiro. Vir à Bahia e não ver Camafeu é perder o melhor da viagem. Ele é um obá, um chefe, um mestre”.
Um ritual religioso marcou no dia 27 de março de 1994 o sepultamento de uma das figuras mais conhecidas da Bahia:
Apio Patrocínio da Silva, o Camafeu de Oxossi. O enterro foi no Cemitério da Ordem Terceira do São Francisco, e contou com a presença de vários amigos e admiradores daquele que era uma das maiores autoridades do culto afro-brasileiro na Bahia. Camafeu ficou conhecido não só como proprietário de um dos mais famosos restaurantes de comidas típicas da Bahia, localizado no Mercado Modelo, como também pelo posto Obá de Xangô, que ocupava no Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá. Era querido pelas principais mães-de-santo da Bahia e amigo de Dorival Caymmi, Jorge Amado e Gilberto Gil. Doente há muito tempo, Camafeu foi vencido por um câncer na garganta e faleceu no Hospital Aristides Maltez, aos 78 anos.
Jorge, o Amado, em seu livro “Bahia de todos os santos: guia das ruas e mistérios da cidade do Salvador”, assim definiu Camafeu de Oxossi: “Camafeu de Oxossi, Obá de Xangô, solista de berimbau de capoeira e proprietário da Barraca São Jorge, aberto em riso, cercado de objetos rituais, de obis e orobôs, ensina mistérios da Bahia às loiras turistas de São Paulo ou Nova Iorque. A cortesia é grande, o saber maior, o preço barato. Se lhe pedirem, ele tomará do berimbau e tocará... No Mercado, em meio a seus orixás, aos colares e às figas, queimando o incenso purificador, rindo sua gargalhada, saudando São Jorge, Oxossi, rei de Ketu, o grande caçador, Camafeu comanda a música, o canto e a dança. Um baiano dos mais autênticos, um dos guardiões da cultura popular.” “Camafeu é a Bahia. Assim, se escrevo sobre a Bahia, ele tem de estar presente. Isso sem falar que somos irmãos de santo, que é como se fôssemos irmãos de sangue. Ele é Camafeu de Oxossi, e eu também sou de Oxossi. Em meus livros, ele aparece sempre como Camafeu, porque Ápio Patrocínio da Conceição não existe, é um apelido que puseram nele quando nasceu”.

Para baixar o Lp Camafeu - 1968 clique aqui

Para baixar o Lp Camafeu - Berimbaus da Bahia clique aqui

Para baixar a música Camafeu na voz de Candeia clique aqui

fontes:

http://blogdogutemberg.blogspot.com http://spirituslitterae.blogspot.com


http://toque-musicall.blogspot.com/2008/12/camafeu-de-oxossi-1968-e-berimbaus-da.html

terça-feira, 5 de maio de 2009

Audiência Pública na Câmara Legislativa do DF

Informe sobre uma audiência pública no assembléia da câmara legislativa do distrito federal sobre a preservação do patrimônio cultural de origem afro-brasileira e suas potencialidades para a economia do distrito federal.
Importante os capoeiras e as capoeiras de brasília e entorno ficarem de olho nesse processo e não deixarem que os políticos profissionais tomem de conta do processo e deixem de fora os verdadeiros/as guardiões/ãs deste patrimônio histórico e cultural.

valeu

encontro a galera por lá


segunda-feira, 4 de maio de 2009

Capoeira no terreiro de Mestre Waldemar

"Toda artista que não acredita no fato que só o povo é o eterno creador, que só dele pode vir a fôrça e a verdadeira possibilidade de expressão artística, deveria assistir a uma capoeira baiana"

Este post é sobre um artigo para a revista Fundamentos - Revista de Cultura Moderna feito no ano de 1950. O artigo foi escrito pela musicista Eunice Catunda militante do Partido Comunista. Este escrito é resultado de uma visita casual da musicista ao terreiro do Mestre Waldemar na Paixão. Nesta ocasião Eunice estava conhecendo o bairro da Liberdade, bairro proletário onde, na época, ocorriam ocupações por parte dos trabalhadores e trabalhadoras de terrenos baldios para a construção de suas casas.
O artigo fala sobre a beleza dos movimentos dos capoeiristas e das capoeiristas discípul@s de Mestre Waldemar da Paixão dentro do jogo da roda e sobre a musicalidade presente no terreiro deste grande Mestre da arte da Capoeira.
É muito interessante o olhar de uma musicóloga militante do Partido Comunista sobre a manifestação legítima da cultura popular como forma de resistência e de construção de identidade comunitária. A autora do artigo mostra-se muito maravilhada com a espontaneidade presente tanto nos jogadores e jogadoras quando nos tocadores e tocadoras, expressando uma opinião de contraponto muito forte quando pensa a manifestação cultural popular em relação a erudita.
Recomendo a leitura deste artigo.
Para baixá-lo clique aqui

Manduca da Praia!!!

"Faca de Tucum não matô minha navalha
Faca de Tucum não matô minha navalha
Era Manduca da Praia
Era Manduca da Praia"

Manduca da Praia, foi conhecido e temido pela policia e pelos proprios capoeiristas. Auto, forte de barba e cabelos ruivos, viveu por volta de 1850, demonstrando superioridade a todos os capoeiristas daquela época no Rio de Janeiro, mesmo sendo uma época em que viveram terriveis capoeiristas como por exemplo: Aleixo Açougueiro, Quebra Coco, Pedro Cobra, Bem-te-vi, Mamede e muitos outros.Desde cedo Manduca ja demonstrava agilidade saltando touros bravos, como também, no uso do punhal, da navalha e do petropolis, que é uma comprida bengala de madeira-de-lei, companheira quase que inseparavel de Manduca e de todos os valentões da época.Também se destacando na malicia do soco, da banda e da rasteira, entre varias outras coisas. No entanto, se destacava dos outros pela sua frieza e calculismo, da inteligencia que possuia em comparação aos seus companheiros (rufiões, gigolos, valentžes etc.).Manduca era um capoeirista por conta propria, pois naquela época a capoeira, era muito perseguida pela policia e, para se ser capoeirista era mais seguro e racional, fazer parte de alguma gang, sendo que as mais fortes, eram os Nagos e os Guaiamus, que eram as que comandavam o Rio de Janeiro naquela época, bem semelhante as gangs do tráfico de hoje em dia. Porem o Manduca queria muito mais do que fazer parte de uma gang, coisa que poderia lhe atrapalhar em seus negocios, pois possuia uma banca de peixe e era guarda-costas de pessoas ilustres e, principalmente politicos. Nas eleições do bairro de São José, pintava o Diabo e, nos esfaqueamentos, ninguém possuia a mesma competencia.
Devido a sua grande influencia, respondeu a 27 processos por lesões corporais leves e graves, e não foi punido por nem um, saindo-se totalmente ileso. Manduca ainda se tornou mais celebre, com a chegada do deputado portugues Santana que gostava de desafios de briga de rua, que era uma coisa semelhante ao vale tudo de hoje, so que não avia pontos e nem juizes, perdia aquele que fosse a lona ou pedisse arrego, sendo que o ultimo era negado algumas vezes.
Manduca foi então desafiado e foi o grande campeão, deixando Santana abismado com tanta destreza. Apos o combate, os dois sairam abraçados e foram tomar champanhe se tornando grandes amigos. Manduca da Praia era um campeão da Capoeira da época no Rio de Janeiro, uma Capoeira que não possuia musica ou qualquer tipo de instrumentos, era quase que uma briga de rua.
Manduca como dito anteriormente, era alto, claro barba pontuda ruiva e cabelos da mesma cor; nunca deixava de lado o seu casaco comprido e de tecido grosso e, uma corrente de ouro de que pendia o seu relogio também de ouro. Manduca levou uma vida com certas regalias, pois a sua banca de peixe, era um negocio que lhe rendia bons lucros.

Mandinguero era Manduca da praia


lê , lê , lê , lê , lê , lê , lê , lê , lá , lá , lá
lê , lê , lê , lê , lê , lê , lê , lê , lá , lá , lá

Mandigueiro era Manduca da Praia ( mandingueiro )
Mandigueiro era Manduca da Praia

Começou sua carreira là no Lavadrinho dento de um currau
Com todos diabinhos homens de negócio
da frequesia de Sâo José , tinha uma banca
uma banca de peixe lá no mercado perto do seu zé
Manduca da praia era um homem brigão
um pardo claro um Valantão
feriu muita gente leve e gravemente e
todas as Vezes ele se salvou ( mandingueiro )
Mandigueiro era Manduca da Praia

de andar compassado , olhar confiado caus va temor (mandingueiro)
Mandigueiro era Manduca da Praia

nas eleições de São José ouviu-se gritos e correrias
Manduca na briga com “cinco” Romeiros armados de pau
deu cabeçada gingou deu armada levou uma paulada se desnostreou
desceu na rasteira subiu na ponteira saiu vencedor ( mandingueiro )
Mandigueiro era Manduca da Praia

gesto compra samba de todos processos ele se safou ( mandingueiro )
Mandigueiro era Manduca da Praia

Cidade nova no rio de Janeiro chegou um homem de portugal
um deputado chamado Santana invencivel brigão trocador de pau
prcorou o Manduca o desfiou , Manduca é claro que açeitou
no final desse ponto com muito desconto fiquei sabendo Manduca gahou (mandingueiro)
Mandigueiro era Manduca da Praia

Mandigueiro era Manduca da Praia ( mandingueiro )
Mandigueiro era Manduca da Praia
fontes: http://www.brasilcapoeira.ch/sites/historia_reg_mest.htm#manduca